

As facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) ampliam sua atuação no Acre, inclusive em áreas indígenas. O avanço preocupa diante do recrutamento de jovens indígenas pelo crime organizado para atuar no tráfico de drogas e em outras atividades criminosas.
Em declaração publicada pelo jornal Valor Econômico, o indigenista Carlos Travassos afirmou que a presença de indígenas em facções está avançada no estado. Segundo ele, jovens que cresceram em áreas urbanas acabam se envolvendo com grupos criminosos, assumindo funções que vão da venda de drogas à atuação como executores de crimes.
Travassos também mencionou uma situação semelhante na região de Tabatinga, no Amazonas, indicando que o problema não se restringe ao Acre.
O Comando Vermelho estaria presente nos 22 municípios acreanos, com atuação mais intensa em cidades próximas às fronteiras, como Epitaciolândia, Brasileia, Assis Brasil, Santa Rosa do Purus e Marechal Thaumaturgo.
O cenário evidencia os desafios enfrentados pelas autoridades no combate à expansão das facções, especialmente em regiões de fronteira e em comunidades indígenas vulneráveis ao aliciamento pelo crime organizado.
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