

Hadassa Oliveira Marques, de 23 anos, continua internada no Pronto-Socorro de Rio Branco após ser espancada no Parque do Igarapé São Francisco, no último domingo (25). Segundo a família, a jovem relatou que foi chamada ao local por um cliente para um programa sexual, mas acabou sendo vítima de uma emboscada e agressões. Ela aguarda uma cirurgia no maxilar, que foi fraturado durante o ataque.
A vítima foi encontrada desacordada e sem roupas no parque, com ferimentos graves principalmente no rosto e no nariz. Devido à fratura no maxilar, ela ainda enfrenta dificuldades para falar e relatar o que aconteceu.
A irmã de Hadassa, Rafaela Oliveira, técnica de enfermagem, acredita que mais de uma pessoa tenha participado das agressões. Segundo ela, a família acompanhou policiais até o local, onde foram identificadas casas com câmeras de segurança que poderão ajudar nas investigações.
“Quem fez isso, ou a levou para essa emboscada, se apresentou como cliente e pediu para ela ir para um lugar mais reservado”, relatou Rafaela, que acredita que a irmã tenha sido vítima de um crime de ódio.
O Ministério Público do Acre (MPAC) informou que o Centro de Atendimento à Vítima acompanha o caso e mantém contato com a assistência social do Pronto-Socorro, onde a jovem está internada.
A Polícia Civil informou que a ocorrência foi inicialmente apurada pela Delegacia da 5ª Regional e, posteriormente, encaminhada à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), responsável pela coleta de depoimentos e continuidade das investigações.
Segundo a família, Hadassa conseguiu comer um pouco na quinta-feira (29), após passar dias sem conseguir se alimentar. Ela também começou a relatar, com muita dificuldade, algumas lembranças do início das agressões.
Rafaela cobrou providências das autoridades e chamou atenção para as condições do parque, que, segundo ela, estaria abandonado e representaria riscos à população. A família pede que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.
A Polícia Civil solicita que pessoas com informações sobre o caso entrem em contato pelos telefones 181, 190 ou (68) 99922-1111. A identidade dos denunciantes será preservada.
Como denunciar casos de violência contra a mulher no Acre
A população pode denunciar situações de violência pelos seguintes canais:
- Polícia Militar: 190, em casos de risco imediato.
- Samu: 192, para emergências médicas.
- Disque 100: para denúncias de violações de direitos humanos, com possibilidade de anonimato.
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): (68) 99930-0420.
- Polícia Civil: delegacias especializadas ou qualquer unidade policial.
- Ministério Público: para comunicar situações de violência e buscar orientação.
Também estão disponíveis os seguintes contatos da Polícia Militar do Acre para denúncias de violência contra a mulher: (68) 99609-3901, (68) 99611-3224, (68) 99610-4372 e (68) 99614-2935.

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