
Neste 7 de Setembro, o Brasil celebra mais um aniversário de sua independência de Portugal. Diante da realidade atual, porém, é necessário fazer uma reflexão: somos, de fato, uma nação independente e soberana ou apenas deixamos de ser oficialmente dominados por uma potência para continuarmos submetidos a outros interesses?
O Brasil ainda enfrenta barreiras que impedem seu pleno desenvolvimento. Impostos elevados, entraves econômicos, dificuldades sociais e disputas políticas contribuem para manter o país travado e distante de todo o potencial que possui. Ao mesmo tempo, cresce o debate sobre a influência de interesses internacionais, organizações não governamentais, ativistas e setores políticos que, segundo críticos, podem colocar agendas externas acima das prioridades nacionais.
Não se trata de rejeitar a cooperação internacional ou o diálogo com outras nações. O ponto central é defender um princípio fundamental: nenhuma agenda deve estar acima da soberania e dos interesses do povo brasileiro. Um país que não possui liberdade e força para decidir seu próprio caminho dificilmente conseguirá crescer, desenvolver sua economia e assumir o protagonismo compatível com sua dimensão territorial, suas riquezas naturais e sua capacidade produtiva.
A soberania é essencial para que uma nação planeje seu próprio futuro. Somente um país verdadeiramente independente consegue estabelecer prioridades e avançar com segurança na educação, na saúde, na tecnologia, na inovação e no desenvolvimento econômico. Um Brasil dependente de decisões externas, preso a burocracias excessivas, à elevada carga tributária e a constantes travamentos políticos continuará distante de seu verdadeiro potencial.
Nesta data, mais do que comemorar a independência conquistada de Portugal, é preciso olhar para o Brasil de hoje. Estamos caminhando para nos tornar uma nação mais livre, forte e independente ou permitindo que novos mecanismos de dependência mantenham o país limitado, endividado e sem força suficiente para alcançar o desenvolvimento que poderia proporcionar melhores condições à sua população?
Se não houver disposição para mudar essa trajetória e superar uma cultura de dependência, poderemos continuar celebrando, ano após ano, apenas a independência de Portugal. Afinal, um país pode ter deixado oficialmente de ser uma colônia e, ainda assim, permanecer vulnerável a interesses externos e internos que dificultam seu crescimento e impedem o pleno exercício de sua soberania.
A verdadeira independência não deve existir apenas nos livros de História ou nas comemorações do 7 de Setembro. Ela precisa estar presente na capacidade de o Brasil decidir seu próprio destino, defender suas riquezas, fortalecer sua população e construir um futuro com mais autonomia.
Neste Dia da Independência, a reflexão é inevitável: de que adianta celebrar a liberdade conquistada no passado se, no presente, o Brasil ainda luta para conquistar a soberania necessária para decidir o seu próprio futuro?
Artigo: Wiliandro Derze, jornalista e proprietário do AcreEmDia
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