

Nenhum dos 22 municípios do Acre atingiu a meta de vacinação contra a febre amarela entre crianças menores de um ano no primeiro semestre de 2026. A cobertura estadual ficou em 69,84%, abaixo dos 95% recomendados pelas autoridades de saúde.
Os dados constam no boletim de coberturas vacinais da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), referente ao período de janeiro a junho. O levantamento divulgado neste sábado (17), Dia Nacional da Vacinação, também aponta dificuldades para alcançar as metas de outros imunizantes.
O índice acreano ficou próximo da média da Região Norte, de 69,65%, mas abaixo do resultado nacional, de 75,17%.
Manoel Urbano apresentou a maior cobertura contra a febre amarela, com 88,55%, seguido por Marechal Thaumaturgo (86,21%) e Rio Branco (84,15%). Já os menores índices foram registrados em Santa Rosa do Purus (39,81%), Porto Acre (44,06%) e Capixaba (44,90%).
O boletim também mostra que nenhuma das oito vacinas analisadas para crianças menores de um ano alcançou a meta estadual. A pneumocócica teve a maior cobertura, com 90,40%, seguida pela meningocócica C (86,07%) e pelo rotavírus (85,01%). A pentavalente registrou 82,04%, enquanto a poliomielite ficou em 81,38%.
Entre as crianças de um ano, nenhuma das oito vacinas avaliadas atingiu a meta de 95%. A primeira dose da tríplice viral apresentou o melhor resultado, com 87,11%. Em contrapartida, a segunda dose ficou em 61,30%, e a vacina contra varicela, em 61,72%.
Apesar dos baixos índices gerais, alguns municípios alcançaram a meta em vacinas específicas. Jordão chegou a 95% no reforço da meningocócica C, enquanto Rio Branco superou 100% em determinados indicadores.
Os números reforçam o desafio de ampliar a cobertura vacinal no estado e garantir a proteção das crianças contra doenças preveníveis por imunização.
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