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Política POLÌTICA

Pressão política e medo de associação com o PT teriam acelerado apoio de Augusto Cury a Flávio Bolsonaro

“Decisão ocorreu após dirigentes do Avante declararem apoio a Lula; escritor firmou documento com oito compromissos com o senador.”

09/10/2026 às 18h48 Atualizada em 09/10/2026 às 18h54
Por: Redação
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Pressão política e medo de associação com o PT teriam acelerado apoio de Augusto Cury a Flávio Bolsonaro

O escritor e psiquiatra Augusto Cury antecipou o anúncio de apoio ao senador Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 após uma mudança no cenário político envolvendo o Avante, partido ao qual é filiado. Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, aliados afirmam que a preocupação em ter seu nome associado ao Partido dos Trabalhadores (PT) pesou na decisão. Inicialmente, Cury pretendia anunciar seu posicionamento somente depois de retornar da Europa.

A movimentação ganhou força após dirigentes estaduais do Avante declararem apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre eles estão representantes da legenda no Piauí e na Bahia. De acordo com interlocutores, o entorno de Cury temia que a falta de uma manifestação pública alimentasse especulações sobre uma possível aproximação com Lula, provocando desgaste político para o escritor, que havia defendido neutralidade durante a campanha.

A decisão também foi favorecida pelo contato direto com Flávio Bolsonaro. Em uma conversa por videoconferência que durou mais de uma hora, na quinta-feira (8), os dois discutiram propostas defendidas por Cury. O encontro terminou com a assinatura de um documento que reúne oito compromissos, incluindo mudanças na educação, ampliação da telemedicina pelo SUS, combate à violência contra as mulheres, incentivo ao empreendedorismo e medidas para aumentar a produção de alimentos no Brasil.

No primeiro turno, Cury recebeu 3.448.569 votos, o equivalente a 2,89% dos votos válidos, e chegou a registrar 11% das intenções de voto em pesquisas durante a campanha. Embora tenha declarado inicialmente que não apoiaria nenhum dos dois candidatos, acabou mudando de posição em meio às articulações para o segundo turno. O documento firmado com Flávio prevê que o apoio não envolve troca de cargos ou vantagens pessoais e que Cury continuará livre para cobrar e criticar uma eventual gestão do senador.

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