
O Acre registrou 86 focos de queimadas entre os dias 1º e 3 de setembro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Do total, 76 ocorrências foram identificadas em apenas um dia, evidenciando a concentração dos registros em um curto período.
Os dados fazem parte do Programa Queimadas do Inpe, que monitora focos de calor por meio de imagens de satélite.
Agosto foi o mês com maior número de ocorrências no estado em 2026, com 487 focos. Somados aos registros dos primeiros três dias de setembro, 573 dos 670 focos contabilizados no Acre neste ano ocorreram nos dois últimos meses.
Antes disso, janeiro e fevereiro tiveram dois focos cada, março não registrou ocorrências, abril teve dois, maio 15, junho 20 e julho 56.
No acumulado de 1º de janeiro a 3 de setembro, o Acre contabilizou 670 focos em 2026, abaixo dos 853 registrados no mesmo período de 2025.
Além das queimadas, a qualidade do ar também chama atenção. Rio Branco aparecia nesta sexta-feira (4) como a segunda cidade brasileira com pior qualidade do ar entre as monitoradas em tempo real pela plataforma IQAir. Às 9h, a capital registrava índice 81, classificado como moderado.
Segundo a plataforma, a concentração de partículas finas no ar estava cinco vezes acima do valor da diretriz anual estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Rio Branco ficava atrás apenas de Porto Velho (RO), que registrava índice 84.
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